<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-34266885</atom:id><lastBuildDate>Fri, 16 Oct 2009 21:54:06 +0000</lastBuildDate><title>Eu conto</title><description>(Des)pretenções literárias.</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Rick Basso)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-4605246646706034449</guid><pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-12T04:41:11.247-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dia dos Namorados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Amor, sabe que dia é hoje?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não. O Inter Joga, hoje?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não, seu bobo! É dia dos Namorados!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-É, e daí?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ai, namorados fazem coisas diferentes nesse dia, sabia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-É? Então paga uma goela aqui. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Seu grosso!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-4605246646706034449?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2009/06/dia-dos-namorados-amor-sabe-que-dia-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-8167657493429102364</guid><pubDate>Wed, 06 May 2009 13:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-06T06:36:35.147-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-weight: bold;" align="center"&gt;Na Zona&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chulé, como era conhecido, decidiu esquecer as dores da vida nos braços de Bia, uma putona de presença. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;-Me come piçudo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chulé dá um tapinha da bunda de Bia e geme:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Além de puta é mentirosa!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agenor queria dar uma rapidinha:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Quanto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-É setenta pila, Tio!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tudo isso, dá um bom churrasco, não é não. Tu faz chupisco?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Sim. Só de camisinha!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-De camisinha até eu chupo. Tchau!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-8167657493429102364?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2009/05/na-zona-chule-como-era-conhecido.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-3629412830194924282</guid><pubDate>Wed, 25 Mar 2009 13:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-25T06:18:40.151-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;Mulherices e sapatos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Jayane amarrou os cabelos, vestiu uma mini saia, uma blusa realçando seu busto e desceu, com seus sapatos novos, o morro. Economizou o mês inteiro para aproveitar a liquidação de calçados.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;No caminho cumprimentou a dona Marlene que estendia roupas no varal, os moleques fedorentos a cola a chamaram de gostosa e Jonival curvou o pescoço para olhar o desirré da moça. Jayane mostrava maestria ao descer a ladeira de paralelepípedo de salto alto, quando de repente um tiroteio começou ao seu redor entre traficantes e policiais. A correria foi total, até os bêbados do bar da esquina, ainda que cambaleantes protejeram-se. Jayane havia comprado o sapato no dia anterior. Foi amor a primeira vista, mas não tinha o seu número. O sapato ficou apertado, mas tinha caído bem eu seu pé e combinava com uma calça jeans que adorava. Não conseguiu correr e foi alvejada. Caída no chão Jayane comemorou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Caralho, ainda bem que não quebrou o salto! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-3629412830194924282?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2009/03/mulherices-e-sapatos-jayane-amarrou-os.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-7692624864816669208</guid><pubDate>Wed, 04 Feb 2009 12:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-04T05:04:09.383-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;Alívio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Tu sabes onde esse pau no cu mora&lt;i&gt;?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Sei sim. Ele está morando numa pensão na cidade baixa, no centro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gilson abre a gaveta, apanha com fúria o revolver e o guarda na cintura. Sai batendo a porta. Dirigindo um Chevet antigo, acende um cigarro. Quase nem acredita que vai matar aquele filho da puta. Agora está na avenida Ipiranga e vê um menino deitado no sol dormindo, pensa que devia estar drogado. No sinal uma moça, ainda jovem com um filho nos braço, pede trocados. Que vadia...pensa, mas logo vê na sua mente o rosto transfigurado de sua mãe.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Toda vez que Gilson olhava o rosto da mãe lembrava da fatídica tarde de sábado quando, apenas com três anos de idade, passeava próximo do parque da redenção onde costumava a brincar nos fim de semana. Naquele dia eles sofreram um assalto, resultando a perda de uma das visões de dona Ermendina. O assaltante deu um tiro muito próximo a cabeça de sua mãe que com o estouro acabou vazando a vista esquerda. Passou quinze anos depois do assalto e nisso, Gilson descobriu que o assaltante era filho de um de seus vizinhos, depois do assalto, o filho da puta tinha desaparecido e agora estava de volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gilson chega num antigo prédio, caindo aos pedaços, um senhor de bigodes longos e engraxados o atende não dando muita importância, há uma escada que range ao pisar os degraus, parecendo desabar qualquer hora. Quarto 26. Com um chute na porta, Gilson adentra a casa de Jurandir. O assaltante acorda assustado, Gilson dispara um tiro no meio da testa de Jurandir que cai com os olhos abertos no chão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Tu tá olhando o quê, seu cuzão&lt;i&gt;?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com as mãos, Gilson retira o olho esquerdo de Jurandir esconde no bolso e desce as escadas calmamente, abre a porta do chevet e volta para casa da mãe.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chegando em casa, com as mãos ainda sujas, coloca sobre a mesa da cozinha o olho de Jurandir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Pronto, mãe! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os dois dão um longo abraço e o coração de Gilson parece mais leve, tão leve que chega a assusta-lo, sabe que não trata-se de felicidade, mas um alivio como se esses anos todos não tivesse dormindo e agora pela primeira vez, descansasse. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-7692624864816669208?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2009/02/alivio-tu-sabes-onde-esse-pau-no-cu.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-5588949650098229866</guid><pubDate>Mon, 05 Jan 2009 11:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-05T03:12:26.874-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;" class="MsoTitle"&gt;Palavras&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Hoje eu digo” – Gabriela pensava ao descascar as batatas para fazer a janta do marido, Pedro. Seus pensamentos são interrompidos pelas mãos  que chegam afagando seus seios por trás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Oi, amor. Nem vi tu chegar. Como foi o seu dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Bem. E o seu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gabriela vira e o beija apaixonada. –O Jantar está quase pronto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os dois dirigem-se para sala, jantam e conversam sobre amenidades e vão para o quarto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gabriela ensaiou o dia inteiro para dizer uma coisa que só de pensar a deixava molhada.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“mulherices” pensava. Ela tinha medo de tomar certas atitudes na hora do sexo com seu esposo. Pensava em muitas coisas, mas tinha medo de expressar até quando queria mais forte, dizia para si mesmo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Contenha-se, Gabriela. O que ele irá pensar. Questionava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando o marido a chamava de puta, cadela e outros adjetivos do gênero, Gabriela subia pelas paredes e tinha múltiplos orgasmos. O marido pensava que tinha feito um bom serviço, mas Gabriela já havia pensado sobre o membro do esposo e sobre a afirmativa de que tamanho não é documento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Vou tomar um banho, amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Estou te esperando!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pedro está nu por debaixo dos lençóis. Toda perfumada Gabriela adentra o quarto, deitas-se ao lado do marido que a beija loucamente, lambe seus mamilos enrijecidos a coloca de quatro, quando houve a mulher dizer:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Quero sujar teu pau de merda!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pedro a empurra fazendo com que Gabriela caia da cama e bata a cabeça no criado mudo ao lado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Sua porca! Onde você anda aprendendo essas coisas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No chão, Gabriela com a cara toda ensanguentada parecer ter convulsões de tantos orgasmos. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-5588949650098229866?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2009/01/palavras-hoje-eu-digo-gabriela-pensava.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-6714079267035344751</guid><pubDate>Tue, 11 Nov 2008 13:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-11T05:32:06.888-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pecado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o pastor terminava seu sermão sobre pecado, as atenções de dona Normélia eram atraídas para a caixinha de donativos que ia passando pelas mãos dos fies. Procurou na carteira, mas não tinha nenhuma moeda, apenas uma nota de cinqüenta reais, o dinheiro da semana. Se doasse aquela quantia para igreja, certamente, iria passar necessidades durante a semana até receber a pensão do marido. Olhou para os lados e achou melhor guardar o dinheiro, Deus a perdoaria, pensou. Pensou errado. Na saída da igreja universal do reino de deus, dona Normélia levou um rodopião de um guri que levou sua bolsa. A carola acreditou ser um castigo. Nem desconfiou que o filho da puta do moleque trabalhava para a igreja a mando do pastor.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-6714079267035344751?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/11/pecado-enquanto-o-pastor-terminava-seu.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-8099522179446266500</guid><pubDate>Tue, 21 Oct 2008 15:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-21T08:38:54.470-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p style="font-weight: bold; text-align: center;" class="MsoTitle"&gt;Jony&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ele era um cachorrinho muito esperto. Quando o assunto era comida, o cãozinho não fazia-se de rogado. Num daqueles domingos de sol, quando a família, sua dona, se preparava para um almoço. Jony avançou-se no espeto de carne e fugiu de casa. Ele tentou voltar, mas foi corrido a vassouradas por dona Clemência. Foi tentar a sorte na cidade. Era tudo muito atrativo, havia vários restaurantes e, na certa, ninguém iria negar-lhe um ossinho que fosse.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Certa vez Jony voltava para casa, tinha passado a noite inteira tentando cruzar com a negruxa, uma cadelinha muito faceira e bem carnuda da redondeza, mas os outros vira-latas não deixaram sequer ele se aproximar dela. Estava faminto, conseguia sentir sua barriga encostar-se à espinha. Sentiu um cheiro, ergueu as orelhas e foi ao rastro, achou um ossinho. Não era grande coisa, mas antes aquilo do que nada, antes um pássaro na mão do que dois voando, pensou. Depois de ter roído o que pode, resolveu esconder e com o osso na boca, procurou o melhor local quando estava passando pela ponte do riacho olhou para baixo e viu um enorme de um osso. Teve duvidas, mas não demorou a se decidir. Soltou o ossinho, insignificante agora, e pulou no riacho. Mas percebeu que o osso não estava mais lá. Era o reflexo do osso que estava na boca. Como fazia muito calor e ele precisava de um banho aproveitou para refrescar-se no riacho. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-8099522179446266500?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/10/jony-jony-era-um-cachorrinho-muito.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-1690193048788575494</guid><pubDate>Tue, 16 Sep 2008 13:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-16T06:34:41.227-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;555&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seu Justino sempre fora supersticioso. Quando avistava uma macumba na esquina ia logo desviando e para garantir que seu corpo continuasse fechado, fazia o sinal da cruz. Sempre teve sorte na vida. Nasceu no dia 5 de maio de 55. Acreditava que o número cinco era o seu número da sorte. Certa vez resolveu jogar na loteria. Jogou na cabeça o número 55555. Ganhou era milionário agora. Ficou tão aturdido que não sabia o que fazer com tamanha fortuna. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Vamos guardar para os estudos do Carlos Eduardo, Justino! Eufórica dizia Dona Carmela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Que nada, pai! Dizia o filho. Vamos viver de renda!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alheio à pressão dos familiares, Justino, certo de que não perderia toda sua fortuna e sim que ela iria se multiplicar em cinco,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;resolveu apostar na corrida de cavalos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chegou em casa e dona Carmela o indagou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Ganhamos? Estamos mais ricos? Conta-me homem, to agoniada!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Saí, mulher! O filho da puta do cavalo chegou em quinto lugar!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; Depois de ter pedido toda a fortuna seus familiares debandaram-se e o tempo passou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando comemorava, sozinho, seu aniversário de 55 anos de idade, agora numa casa de madeira onde, na frente, corria o esgoto a céu aberto da vizinha, seu Justino sentiu o coração acelerar e “bateu as botas”.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Foi enterrado na lápide 555 como indigente. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-1690193048788575494?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/09/555-seu-justino-sempre-fora.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-1767114782640134142</guid><pubDate>Wed, 16 Jul 2008 11:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-16T04:43:23.638-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A sinceridade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;João Carlos estava em um de seus muitos momentos românticos. No rádio Amado Batista fazia a trilha sonora do casal. Maria Lúcia estava vestindo sua camisola e se preparando para dormiu. Quando percebeu que o esposo a olhava com uma ternura impar indagou:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Que é, nunca viu?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;João decidiu sanar uma dúvida que martelava na sua cabeça:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Amor, tu preferes um homem bonito e elegante ou um homem inteligente?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Maria Lúcia, sem titubear, olhou no fundo dos olhos de João Carlos, lhe deu um abraço afetuoso e baixinho sussurrou em seu ouvido:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Nem um nem outro, vida. Eu amo você! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Maria Lúcia apagou a luz se cobriu com o lençol, virou para o lado e resmungou:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Agora desliga essa porra desse rádio que amanhã eu trabalho, caralho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-1767114782640134142?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/07/sinceridade-joo-carlos-estava-em-um-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-6343000576128691811</guid><pubDate>Thu, 29 May 2008 17:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-29T12:31:22.737-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p style="font-weight: bold; text-align: center;" class="MsoTitle"&gt;Perto&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;De repente sentiu-se só. Dirigiu-se  à sacada do prédio que dava para a linda vista do Guaíba. Acendeu um cigarro e olhando o horizonte, lembrou-se dos tempos de colégio, quando ainda era uma cocótinha. Conheceu Geraldo numa reunião dançante na casa da Margarida no fim dos anos sessenta. Margarida era sua melhorar amiga, mas suas feições ela já não mais lembrava. Ao levar a mão direita em direção à boca para dar uma tragar, deparou-se com as manchas do tempo nelas estampadas, pensou no relógio, pensou no que tinha vivido há vinte anos atrás e que como parecia ter sido tudo ontem, pensou nos filhos, todos criados e casados. Pensou no porquê de estar sozinha, pensou em sua melhor música, pensou: Por que fumava? Pensou que sexo em sua idade já não fazia falta. Pensou porquê sua vizinha filha da puta não baixava a porra do rádio. Pensou na brevidade das coisas, venho em sua cabeça a validade de um saco de arroz e esboçou um sorriso daqueles que os dentes não aparecem. Pensou no respeito, nos valores. Pensou.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Resignada, adentrou seu apartamento, fechou a janela&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e olhando um cantinho próximo da porta da entrada que estava cheio de pó, questionou-se em voz alta, ecoando por todos os cômodos da casa:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;-Por que diabos não varri atrás da porta!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Sentiu-se ainda mais sozinha cansada e velha. Voltou para cama encostou sua cabeça levemente em seu travesseiro de penas, de lado, trouxe os joelhos até o peito, fechou os olhos, e uma lágrima deslizou em sua face, era como se flutuasse nas nuvens. Descansou...&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-6343000576128691811?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/05/perto-de-repente-sentiu-se-s.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-4554274667841527539</guid><pubDate>Thu, 17 Apr 2008 13:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-17T06:42:26.565-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Sabor especial&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isabela era uma daquelas meninas mimadinhas que sempre teve tudo, menos a presença dos pais para lhe dar umas boas palmadas quando era preciso. Já mocinha, quase nem fala com eles. Almoçava todos os dias no Mcdonalds próximo da sua escola na avenida Assis Brasil em Porto Alegre. Às vezes, a estudante recebia um telefonema de seu pai prometendo que iram almoçar juntos, mas ele nunca dava as caras. Quem sofria com a angustia da menina era Juçara, a atendente. A coitada era o cristo em seu sofrimento nas mãos de Isabela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Manda aquela vaca vir me atender!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Quem, mocinha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Aquela pretinha ali. Anda minha filha estou com pressa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Juçara acostumada com o tratamento que recebera já algum tempo da garota nem liga mais para as ofensas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Olá, tudo bom?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Não é da sua conta. Responde Isabela, retirando os óculos escuros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Tu não foi demitida ainda?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Não, senhora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Senhora é puta que te pariu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Me trás um Mc lanches feliz e uma coca light sua vagabunda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Mais alguma coisa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Sim. E vai tomar no seu cu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Juçara preparava o lanche todas as vezes que a guria ia ao local. Fazia questão de atende-lá e ver a menina comer com satisfação. A funcionária olhava admirada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Tah, vai ficar aí igual a uma mula empacada? Some da minha frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A filha da puta nunca soubera que aquele negócio grudento, salgadinho, com um aspecto levemente amarelado entre o pão e que dava aquele sabor especial, não era queijo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-4554274667841527539?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/04/sabor-especial-isabela-era-uma-daquelas.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-2277184735779667035</guid><pubDate>Wed, 27 Feb 2008 13:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-27T06:12:31.978-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na vila...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Nara ficou puta ao saber que Samantha, a travesti que morava frente a sua casa, disse que sua bunda parecia uma parede sem reboco de tanta celulite.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Descalça, saiu porta a fora e em direção à casa de Samantha gritando: “Mas eu tenho uma buceta”. Inclinou-se para frente, levantou a mini saia puxou para o lado a calcinha e com a mão dava palmadinhas na vulva. “Olha aqui, o seu sonho de consumo, sua Bicha”. Samantha, que tinha entidades espirituais desenvolvidas acreditou que a vizinha estava possuída por uma pomba-gira, saiu na rua pegou-a pelos braços e os cruzou, assoprou nos dois ouvidos para mandar a coisa ruim embora e nada. Com o dedo polegar na testa da vizinha, Samantha pedia: “Tragam uma vela, é uma espírito sem luz” clamava para os moradores que se aglomeraram em volta. “Só se for para enfiar no olho do teu cu”. Nara empurrou Samantha que caiu de bunda no chão. Seu sangue ferveu de raiva, levantou-se e emendou uma bocha no nariz de Nara que caiu no meio da multidão. “Que espírito que nada, tu tá precisando é de pau”. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-2277184735779667035?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/02/na-vila.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-6776734458377383133</guid><pubDate>Tue, 26 Feb 2008 15:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-26T07:40:55.489-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homem é tudo igual. A diferença é fazer com que seu ego inflame.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Daniel era um poço de ciúmes. Quando estava por perto, no telefone, sua namorada, Creice,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;só podia atender com o viva-voz ativado. Uma vez chegou até jogar o aparelho na cabeça da garota. “Seu filho da puta, olha o que você fez” Dizia Creiçe com o sangue escorrendo pela cara.”Tu vai sair com essa saía?” “Tira o batom tá parecendo uma cadela”.Tudo era um motivo e aquilo estava se tornando um martírio na vida de Creice. Ela parou de fazer academia, parou de trabalhar e virou testemunha de Jeová. Sábado à noite vai ao culto. Agora a menina diz ter uma missão: Espalhar a palavra de Deus. Distribuí panfletos. Daniel não desconfia que sua mulher para ser atendida nas casas e entregar os folhetos, paga boquete para o pessoal da vizinhança e diz estar purificando sua alma. Em casa era submissa quando Daniel pedia que lhe massageassem os pés e tampouco se importava com o cheiro de queixo rançoso que saía deles. “O importante no casamento é acreditar”. – Pensava consigo enquanto observava o marido tirar meleca do nariz, fazer bolinha e lançar para o alto. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-6776734458377383133?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/02/homem-tudo-igual.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-506701864224183350</guid><pubDate>Mon, 25 Feb 2008 13:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-25T05:07:47.472-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O traído&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aroldo já não dormia mais. Ultimamente sua esposa, Vitória, notara um comportamento diferente no marido. Perguntava algo ao esposo e ele simplesmente a olhava e não respondia. Não jantava, não brincava com o filho de cinco anos, sentava-se no fundo do quintal de baixo de uma amoreira e, por horas, olhava o nada. Assim foi durante duas semanas depois que descobriu que a mulher o traia. Numa segunda-feira Aroldo acordou disposto, sua mulher prepara ovos mexidos e o leite estava quase fervendo no fogão, ela estava na pia lavando as mãos e é surpreendida com um beijo do marido apesar de estranhar, não comenta, vira o rosto olha para ele lhe dando um sorriso. O filho está escovando os dentes para ir à creche. Aroldo abre a porta e apanha o jornal. Sorrindo, entrega para a mulher. Já na mesa ela abre o jornal, seu rosto fica corado e suas mãos tremulas. “Algum problema, querida?” Aroldo a olha com um rosto sereno e calmo. “Não”. Vitória joga o jornal na mesa e sobe as escadas. No jornal: “ &lt;i&gt;Homem é esquartejado. A vítima teve os órgãos genitais e o olho esquerdo arrancados, no abdômen foi feito um corte em forma de “x” deixando à mostra os órgãos internos. Na parede um bilhete com a seguinte frase: Agora só depende de mim.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;Aroldo sobe as escadas, bate na porta do quarto, senta na cama e conversa com sua mulher que se veste para o trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;–Sei que ando estranho ultimamente, não lhe dou atenção e até nunca mais saímos. Isso vai mudar, eu prometo. &lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Sentado na cama com as duas mãos roçando os joelhos ele levanta-se, olha para a esposa, lhe dá um beijo e sussurra em seu ouvido: “Agora só depende de mim”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-506701864224183350?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/02/o-trado-aroldo-j-no-dormia-mais.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-7928329804626317467</guid><pubDate>Mon, 18 Feb 2008 11:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-18T03:49:57.079-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Depois de umas férias, estamos voltando.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-7928329804626317467?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2008/02/depois-de-umas-frias-estamos-voltando.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-6731232405136561532</guid><pubDate>Mon, 19 Nov 2007 14:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-19T09:28:31.088-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:16;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um dia difícil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Osvaldo apagou as luzes. O silêncio era quebrado apenas pelo tic-tac das horas no relógio de parede com a imagem da santa ceia. Fumou um cigarro, enquanto esperava sua esposa chegar. No relógio: quatro horas da manhã. Daniela sua esposa era enfermeira ficava de plantão até tarde, mas aquele dia, Osvaldo achou demais. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Onde você estava até essa hora, Daniela? Ela assusta-se ao ver a silhueta do marido, provocada apenas pelas luzes da rua que refletiam na janela. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-No hospital. Até parece que você não sabe! Ela fala tirando os sapatos e evitando olhar nos olhos de Osvaldo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Cadela! Mentira sua. Liguei para o hospital e a recepcionista disse que você já tinha ido embora havia tempo!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Ela deve ter se enganado, Osvaldo! Deixa eu dormir? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ele a pega pelo braço e a joga em cima do sofá. Dá-lhe três bofetões na cara e pergunta:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Onde você estava? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Trabalhando, João! &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Onde você estava até essa hora? O marido perguntava novamente. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Daniela levanta do sofá e se aproxima do bar onde tem muitas garrafas de bebidas. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Você quer saber onde eu estava? Você quer saber... Daniela chega perto e num reflexo atinge a cabeça do marido com uma garrafa de uísque. Ele cai desmaiado e uma poça de sangue entre o carpete e sua cabeça se forma. Daniela arreda com o pé o corpo inerte do marido, cospe em sua cara e diz:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Tava dando minha buceta pra outro, Osvaldo. Não era isso que você queria ouvir?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Descalça, ela sobe as escadas, tranca a porta e apaga as luzes. Teve um dia difícil no hospital. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-6731232405136561532?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/11/um-dia-dificil-osvaldo-apagou-as-luzes.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-1791803820170160802</guid><pubDate>Wed, 07 Nov 2007 11:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-07T03:07:38.339-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-weight: bold;" align="center"&gt;Hora errada&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Da cozinha, Cleide prepara um guizadinho de vagens e fala com seu marido que está na sala:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Edivaldo tem algo errado no nosso casamento! &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-É? O que, querida? Edivaldo liga a televisão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Você. Você não conversa mais comigo, está sempre cansado e ultimamente não comparece nem na cama. Tenho necessidades, sabe? Você não anda me botando guampa, né?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ela abre a geladeira e apanhe o extrato de tomate e continua:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Bem que a Betina me disse que no começo é tudo maravilha depois se torna um inferno. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Você está me ouvindo, Edivaldo? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Edivaldo!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Cleide, limpando as mãos no avental, sai da cozinha, passa pelo corredor que dará na sala de estar. Entre o corredor e a sala Cleide cruza os braços e observa o marido que, se quer, pisca olhando à televisão. Ao ver a esposa, lembra de que esqueceu a cerveja. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Amor, pega uma cerveja, pra mim? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Hoje tem jogo do timão! Edivaldo apóia os pés na mesa de centro. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Cleide se debate e resmungando sai da sala. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Esse filho da puta...Corno! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-1791803820170160802?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/11/hora-errada-da-cozinha-cleide-prepara.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-8500570675089256194</guid><pubDate>Thu, 01 Nov 2007 10:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-01T03:36:52.607-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ângela&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Adolfo repousava a cabeça em seus braços. Seu rosto era sereno e transmitia uma calma à Ângela. Ela mesma nunca sentirá-se tão confortável ao lado do esposo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;-Adolfo, sei que nos últimos tempos não tem sido uma esposa nota dez. Mas você exige muito de mim! - Ela fala olhando para o teto, acariciando os cabelos crespos de Adolfo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-Mas nunca deixei a desejar como sua mulher. As crianças estão sempre limpa, sua roupa está sempre, lavada. Quando você chega o jantar está na mesa. Até a sua mãe é bem tratada aqui em casa apesar de, às vezes, eu quer mata-la. Sou omissa e finjo não saber do seu caso com Claudete. Aquela puta do escritório...Mas o dela está guardado. Fiz e deixei muitas coisas por você, Adolfo. Desisti da minha carreira para cuidar dos nossos filhos. Sai do conforto da casa do papai para vir morar nesse condomínio fudido. Fiz o que pude para o nosso amor dar certo, querido. Mas, infelizmente, não foi o suficiente para você. Por quê? Por que você não me escuta? Nem a menos pergunta como foi o meu dia, se estou bem, se quero sair. Nossa! Quanto tempo faz que não saímos para jantar? Me perdoa se a culpa foi minha. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ângela fica em silêncio. Depois de trinta minutos nos braços de Ângela, Adolfo começa a espumar pela boca. Ângela colocara veneno de rato no carreteiro que fizera para o jantar. Olhando para o corpo atirado no sofá ela limpa seu braço que estava babado, enverga as sobrancelhas e resmunga:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;-Filho da puta. Mesmo depois de morto continua porco de sempre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-8500570675089256194?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/11/ngela-adolfo-repousava-cabea-em-seus.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-3593083993108639296</guid><pubDate>Sat, 20 Oct 2007 11:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-20T05:01:40.160-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;No quartel...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Caralho meu, tira esse bicho daqui!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; Dizia Marcelo encolhido em um canto da barraca. Oscilava entre choro e gargalhadas, suava frio, tremia sentia-se sufocado. Os outros garotos que dividiam a mesma barraca, não conseguiam pregar o olho. Em um determinado momento Marcelo pegou o rifle, apesar de apenas estar carregada com festim, era o suficiente para acordar o comandante e eles estariam fudidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Oh meu, faz esse puto calar a boca!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O cara tá malzão, meu! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O que a gente faz? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Vamos dar um banho nele talvez passe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eduardo que era filho de mãe de santo não pestanejou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Eu sei o que é isso! Todos olharam para Eduardo que não era de muito assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O que é Eduardo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O cara tá viajando!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Acho que tá com fedre. Diz Fernando colocando a mão na testa de Marcelo que a retira com um tapa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-"Exu" da mata. Diz Eduardo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Que isso, meu? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Seu tosco não tá vendo? É macumba seu burro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Feitiço? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Ah! Vai te foder, Eduardo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Sério. Eu vou procurar umas espadas de São Jorge. Minha mãe disse que isso deita qualquer encosto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O meu se esse pau no cu não pára de zoar com a nossa cara vou quebrar ele todo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Levou uns cinco minutos e Eduardo voltara com a planta na mão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Segura ele!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O que tu vai fazer? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Vou dar uma surra com isso daqui. Vi a mãe fazer na minha vizinha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De fora da barraca alguém chuta. É o comandante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O que houve, seu maricas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O Marcelo, tá mal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Tá mal nada, disse o comandante. Esse viado estava fumando maconha no acampamento e eu fiz um chá com cogumelos para ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Isso acontecerá com quem fumar maconha aqui, entenderam? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-E tu! Ele acena com a cabeça para Eduardo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Larga essa porra aí, senão vou fazer um chá disso aí pra você. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-3593083993108639296?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/10/no-quartel.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-605995605509865058</guid><pubDate>Mon, 15 Oct 2007 13:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-15T06:31:23.200-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cada um com seus problemas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-João Roberto, arruma as tuas coisas e cai fora da minha casa! Eram mais de quinze anos casados. Ele, desconsolado, tenta argumentar:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Valmira, tente entender que nós homens temos nossos momentos de fraqueza. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;-João Roberto sai da minha casa! Ela estava irredutível. Sentira-se humilhada, traída, suja, indigna ao perceber que tinha se enganado durante todo esse tempo. No quarto ele colocou o que pode numa mala, já na porta olhou para trás, com o cenho franzido. No fundo feliz, iria morar com a secretaria de vinte dois anos, era sexo selvagem todo dia, não dava bola para as faturas no fim de mês. Ela o satisfazia. Valmira bateu a porta, e escutou as grades do portão baterem, lembrou da viajem que fizeram para Itu. Pegou o álbum de família da estante, sentou-se no sofá e tristemente folhava o álbum quando, de fone nos ouvidos, Quitéria, a diarista, entra na sala: &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-O que eu faço de rângo, dona Valmira? Pergunta entre uma mascada e outra no chiclete.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Irritada com tudo, Valmira joga o álbum no chão, levanta do sofá e com uma das sobrancelhas arqueadas, olha para a empregada colocando o dedo na sua cara: &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Vai tomar no cu, empregadinha dos infernos. Quem mandou tu entrar aqui. Some da minha frente!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quitéria não pensou duas vezes, achou muito desaforo. Foi até o quarto da madame, colocou em sua bolsa, colores de perolas, pulseiras, anéis de diamantes. Antes de sair, escutou o choro baixinho de Dona Valmira na biblioteca. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Agüentar patrão depressivo é foda! De problemas bastam os meus que serão resolvidos quando eu vender isso aqui. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ela segura com força a bolsa, coloca um óculos escuro de armação branca e lentes roxas que comprara por cinco reais na rua da praia. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-605995605509865058?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/10/cada-um-com-seus-problemas-joo-roberto.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-1523604503551882034</guid><pubDate>Mon, 08 Oct 2007 14:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-08T08:01:10.712-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O desabafo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Odeio esses blogueiros cuzão que travam nossos comentários. Eles deletam ou colocam essas merdas de aprovação. Tá na net, filho? Se fode! É fraco demais pra agüentar uma porra de comentário, cretino? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pronto. Voltaremos!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-1523604503551882034?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/10/o-desabafo-odeio-esses-blogueiros-cuzo.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-658758976385809028</guid><pubDate>Tue, 25 Sep 2007 15:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-27T09:14:17.015-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Claúdia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Colocou a melhor roupa, perfumou-se, espiou no espelho. Barba feita, roupa alinhada, perfeito.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Vou sair Claúdia. Grita para esposa, já batendo a porta. Dirigiu-se ao ponto da lotação, depois de meia hora surgiu uma dobrando a esquina. Lotada. Foi a pé o percurso todo. Volta e meia roçava, sem querer, o púbis no ombro da senhora que estava sentando à sua frente e olhava com repulsa para João. Desceu da condução, caminhou duas quadras e chegou no seu destino. Subiu as escada, era noite lá dentro. Foi ao bar tomou uma água. Logo ela surgiu. Era uma morena, acima do peso. Do nada começou a se insinuar. Porém João era direto, sem rodeios perguntou quanto era o programa. Vinte cinco. Ela respondeu mascando o chiclete ansiosamente. Ele tentou pechinchar o preço, mas acabou a convidando para ir a um dos quartos do estabelecimento. Me paga uma cerveja, ela pergunta recebe um “estou com pressa” . Conformada o acompanha até o quarto. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ele se despe rapidamente e deita sobre a cama. Ela caminha até um outro cômodo do local, separado do quarto e adentra somente enrolada numa toalha, cheirando a sabonete barato. Ele a olha, caminha a seu redor e por trás beija seu pescoço levando levemente as duas mãos sobre ele. Pressiona, e num reflexo torce o pescoço para o lado direito. Com cuidado deita o cadáver no chão e chamando de Cláudia, conversa sobre sua vida, seus problemas financeiros, familiares, frustrações, anseios, medos. Olhando fixamente para o cadáver que ainda estava com os olhos aberto, imóvel e que a cada segundo ficava mais gelado, acende um cigarro, confere o celular, três chamadas não atendidas. Já se prepara para ouvir sermão quando chegar em casa... &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-658758976385809028?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/09/cladia-colocou-melhor-roupa-perfumou-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-5182812294520110276</guid><pubDate>Fri, 21 Sep 2007 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-21T07:48:20.655-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O gato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Esses filhos da puta só sabem vir aqui e cobrar. Atrasei um dia a porra conta e uma piranha ligou pro celular da mulher dizendo que iriam cortar. Caralho! Trabalho pra cacete, tenho três filhos, um de um mês e meio e vou ter que ficar no escuro porque atrasei um dia a porra da conta da luz pra ter com que comprar fraldas pras crianças? Estou pensando em arrumar um berro e quando vierem cortar a luz meto bala em todo mundo...ah, vão se fudê! &lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Joca, como era conhecido na vizinhança, estava desnorteado com a situação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Apenas matutava um jeito de não ficar no escuro por um mês. Três dias depois venho o rapaz para desativar a energia elétrica de sua residência. Era uma terça-feira de manhã e Joca estava no trabalho, quando chegou, às nove horas da noite, da rua pelas fresta da casa de madeira via luminosidade de um toco de vela, seus filhos estavam chorando e sua esposa esquentava uma mamadeira para dar ao caçula. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não demorou muito para brilhar uma idéia. Joca pediu uma escada para o vizinho ao lado, foi até a rua encostou a escada firme no poste do disjuntor elétrico e com um fio dublo puxou uma instalação clandestina. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No dia seguinte caçou uma aranha caranguejeira e colocou dentro da caxinha do marcador. &lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Manda seu filho mais velho, todo dia, catar baratas e colocar para aranha na caixa do relógio da luz. Sempre quando vem alguém tirar a marcação, Joca se esconde e da fresta da janela observa, mas ninguém se atreve a tocar no relógio. Um gasto a menos para Joca.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;-Que é? Aqui só eu pagava luz! Todo mundo fazia gato. Cansei de ser trouxa!&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-5182812294520110276?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/09/o-gato-esses-filhos-da-puta-s-sabem-vir.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-9083750246608664710</guid><pubDate>Tue, 18 Sep 2007 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-18T07:36:56.819-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Provinciano&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Abri o livro. Era um romance que estava lendo há meses, mas nunca terminava. Sentei no sofá da sala, reclinado para trás e com os pés em cima da mesa de centro. Acendi um cigarro, não estava com saco para ler. Percebi que a pintura do teto estava descascando. Preciso arrumar isso! Me dirigi à sacada do apartamento. As luzes já estavam todas acesas. Bares e lancherias estavam lotados. Apesar de todo o barulho de uma cidade como São Paulo, não ouvi nada além do barulho do meu cigarro queimando a cada tragada. Pensei em ouvir música, mas todos cds eram dela. Quem sabe ligar a televisão e ver um daqueles programas idiotas que passam sábado à noite...Fui até a cozinha abri a geladeira três vezes e não peguei nada. Não estava com fome. Voltei pra sala. Acendi mais um cigarro. Pensei em ir dormir, mas não conseguiria. Era muito cedo. Olhei pra o telefone. Vou ligar para um amigo...Dei uma risadinha e lembrei que não tinha. Peguei o telefone e liguei para meu pai:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Pai, to voltando pra casa!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ficar sozinho nessa porra de cidade ninguém merece. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;-Ele chegou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Quem? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O filho do seu Arthur. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O que estava em São Paulo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Esse mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Dizem que esta vindo porque a namorada o deixou!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Seu Astrogildo da Fruteira disse que ele vivia com um colega.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Será que ele é Marica?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Não. Um homem daqueles não pode ser.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cheguei. Aqui todos me conhecem!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-9083750246608664710?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/09/provinciano-abri-o-livro.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34266885.post-6258343813823328833</guid><pubDate>Mon, 17 Sep 2007 18:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-17T11:18:01.415-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Relato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sempre achei que, na minha vida, nada acontecia. À noite olhando para o teto perguntava, não sei se a mim mesmo, se um dia seria completamente feliz. Parece que sempre falta algo e aquele probleminha, em percepções diferentes, se torna um problemão. Acho que é da natureza não darmos valor ao que temos, mas sim, sempre querer, querer e querer...Costumava a rezar sempre na hora de dormir. Agradecer por ter saúde, por ter uma família, por ter comida...agradecer por ter sempre o mínimo pra viver. Parei de rezar. Nada acontecia, eu continuava lá, sempre querendo algo, sempre com alguma lacuna a ser preenchida. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Era um sábado de tarde cinza e ventava muito. Trabalhei até o meio dia e fui para o bar beber. Cheguei em casa, as crianças estavam brincando com bolinhos de terra no quintal e Cândida estava terminando de preparar o almoço. Sempre manhosa, reclama de terríveis dores de cabeça e tontura. Não é nada, mulher. Deixa de frescura! Eu dizia para ela. Uma vez recebi uma guarda-chuvada na cabeça por causa disso. Para mim era sempre manha. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nesse dia ela desmaiou, não respondia. Corri, tirei o carro da garagem e fomos ao hospital.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Nunca tive num hospital. Quando o médico disse que era complicado o quadro da minha esposa entrei em desespero. Estava com tumor cerebral. Tão vulnerável a situação tão pequeno diante daquilo tudo...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Foram seis meses de pedidos, promessas, rezas, até que ela faleceu. Tudo que ficou foi a culpa de um egoísmo exorbitante e a certeza de que eu tinha tudo para ser feliz e não fui. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34266885-6258343813823328833?l=umareflexaoquemsabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umareflexaoquemsabe.blogspot.com/2007/09/o-relato-sempre-achei-que-na-minha-vida.html</link><author>noreply@blogger.com (Rick Basso)</author></item></channel></rss>