Eu conto

(Des)pretenções literárias.


Palavras

“Hoje eu digo” – Gabriela pensava ao descascar as batatas para fazer a janta do marido, Pedro. Seus pensamentos são interrompidos pelas mãos que chegam afagando seus seios por trás.

-Oi, amor. Nem vi tu chegar. Como foi o seu dia.

-Bem. E o seu

-Também.

Gabriela vira e o beija apaixonada. –O Jantar está quase pronto.

Os dois dirigem-se para sala, jantam e conversam sobre amenidades e vão para o quarto.

Gabriela ensaiou o dia inteiro para dizer uma coisa que só de pensar a deixava molhada. “mulherices” pensava. Ela tinha medo de tomar certas atitudes na hora do sexo com seu esposo. Pensava em muitas coisas, mas tinha medo de expressar até quando queria mais forte, dizia para si mesmo:

- Contenha-se, Gabriela. O que ele irá pensar. Questionava.

Quando o marido a chamava de puta, cadela e outros adjetivos do gênero, Gabriela subia pelas paredes e tinha múltiplos orgasmos. O marido pensava que tinha feito um bom serviço, mas Gabriela já havia pensado sobre o membro do esposo e sobre a afirmativa de que tamanho não é documento.

-Vou tomar um banho, amor.

-Estou te esperando!

Pedro está nu por debaixo dos lençóis. Toda perfumada Gabriela adentra o quarto, deitas-se ao lado do marido que a beija loucamente, lambe seus mamilos enrijecidos a coloca de quatro, quando houve a mulher dizer:

-Quero sujar teu pau de merda!

Pedro a empurra fazendo com que Gabriela caia da cama e bata a cabeça no criado mudo ao lado.

-Sua porca! Onde você anda aprendendo essas coisas

No chão, Gabriela com a cara toda ensanguentada parecer ter convulsões de tantos orgasmos.



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