Eu conto

(Des)pretenções literárias.


Na vila...

Nara ficou puta ao saber que Samantha, a travesti que morava frente a sua casa, disse que sua bunda parecia uma parede sem reboco de tanta celulite.

Descalça, saiu porta a fora e em direção à casa de Samantha gritando: “Mas eu tenho uma buceta”. Inclinou-se para frente, levantou a mini saia puxou para o lado a calcinha e com a mão dava palmadinhas na vulva. “Olha aqui, o seu sonho de consumo, sua Bicha”. Samantha, que tinha entidades espirituais desenvolvidas acreditou que a vizinha estava possuída por uma pomba-gira, saiu na rua pegou-a pelos braços e os cruzou, assoprou nos dois ouvidos para mandar a coisa ruim embora e nada. Com o dedo polegar na testa da vizinha, Samantha pedia: “Tragam uma vela, é uma espírito sem luz” clamava para os moradores que se aglomeraram em volta. “Só se for para enfiar no olho do teu cu”. Nara empurrou Samantha que caiu de bunda no chão. Seu sangue ferveu de raiva, levantou-se e emendou uma bocha no nariz de Nara que caiu no meio da multidão. “Que espírito que nada, tu tá precisando é de pau”.




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